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Após o descobrimento, em 1502, várias expedições exploradoras e
aventureiras foram realizadas no litoral brasileiro. Com isso,
significante número de registros históricos foram manuscritos e falando
especificamente da Ilha Grande, iniciamos por volta de 1552.
A Ilha Grande fazia parte da nação dos índios Tamoios, que se estendia
de Cabo Frio ( litoral norte do RJ ) até as proximidades de Ubatuba (
litoral norte de SP ) , onde fazia fronteira com as terras dos índios
Guaianás-Guaranis , que habitavam o sul da América do Sul.
Ilha Grande já era assim chamada pelos índios Tamoios, que na língua
Tupi era Ipaum Guaçu. Ipaum significa Ilha e Guaçu significa
Grande. Esse registro deve-se ao aventureiro alemão Hans Staden, que
assim o registrou nos mapas publicados em sua obra em 1557. Padre
Anchieta, o famoso catequista dos índios brasileiros, também registrou a
presença dos Tamoios na Ilha. Segundo Anchieta, eles viviam em aldeias
com cerca de seis ocas, totalizando aproximadamente 150 habitantes. Eram
valentes guerreiros, ótimos flecheiros, caçadores, pescadores de linha e
mergulho e viviam de modo distinto dos outros indígenas do continente,
além de terem a sua linguagem também diferente.
A vegetação - mata atlântica, semelhante a da Serra do Mar,
conservou-se apenas nas montanhas , devido à topografia íngreme dos
topos que fez com que , nos séculos que se seguiram, o machado dos
navegantes destruísse a flora da periferia, impedindo assim que o homem
as destruísse por completo. Registros históricos descrevem as florestas
da Ilha Grande como as mais bonitas do início da colonização pois,
estas chegavam até a beira do mar. Haviam troncos de árvores de
descomunal tamanho. Laranjeiras e limoeiros nasciam e cresciam, por
dádiva da natureza. As matas eram muito densas, dificultando a caça e
naquela época, eram habitadas , em grande população, por jacarés,
lagartos , macacos (ainda existem vários bandos) , ouriços, pacas,
jaguatiricas, gambás, ratos e jararacas.
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